Constanza Matuk Nutrição Comportamental
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Meu filho não quer comer frutas: o que fazer (e o que não adianta)

Se a fruta volta inteira do prato todo santo dia, você não está sozinha — e, na maior parte das vezes, não é birra. Recusar sabores novos é uma etapa esperada do desenvolvimento infantil. O que costuma pesar mais do que a fruta em si é a forma como os adultos respondem a essa recusa.

A boa notícia é que existe muito espaço entre obrigar a comer e desistir. É exatamente nesse meio do caminho que a criança aprende a experimentar sem medo.

Por que a recusa acontece

Entre mais ou menos os 2 e os 6 anos, quase toda criança passa por uma fase de desconfiança com alimentos novos. É um comportamento que tem função: na história da nossa espécie, desconfiar do desconhecido protegia. Some a isso alguns fatores muito concretos do dia a dia:

O que não adianta (mesmo com a melhor das intenções)

Algumas estratégias parecem funcionar no curto prazo e cobram caro depois. Vale reconhecê-las:

Sete caminhos que funcionam melhor

Quando vale pedir ajuda

A recusa de frutas isolada quase nunca é um problema. Vale procurar orientação profissional quando o cardápio aceito é muito restrito (menos de 15 ou 20 alimentos no total), quando grupos inteiros são excluídos, quando há engasgos ou vômitos frequentes, quando a criança perde peso ou trava no crescimento, ou quando a hora da refeição virou fonte de sofrimento para todo mundo em casa.

Em nutrição comportamental, o trabalho raramente começa pela fruta. Começa pelo clima da mesa — porque é o clima que decide se a criança tem espaço para experimentar. Quando a pressão sai de cena, quase sempre sobra curiosidade.

Quer conversar sobre o seu momento?

A conversa é sem compromisso — me conte o que está acontecendo e eu te explico como o acompanhamento funcionaria no seu caso.

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Constanza Matuk · CRN-3 96039 · Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento médico.