Constanza Matuk Nutrição Comportamental
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Seletividade alimentar na infância: quando a criança só come o de sempre

Arroz branco, macarrão e nuggets. Todo dia, todo almoço, toda janta. Se essa é a lista quase completa do que a sua criança aceita, você já conhece de perto a seletividade alimentar — e provavelmente também conhece a preocupação que vem junto com ela.

A boa notícia: recusar comida faz parte do desenvolvimento. Entre os dois e os seis anos, é comum a criança rejeitar alimentos que antes aceitava e desconfiar de tudo que é novo. É a neofobia alimentar, uma fase — não um defeito de criação.

Fase ou sinal de alerta?

A seletividade típica passa com o tempo e não compromete o crescimento. Vale procurar ajuda profissional quando a lista de aceitos é muito curta e vem encolhendo, quando grupos inteiros são excluídos (nenhuma fruta, nenhuma proteína), quando há engasgo, ânsia ou sofrimento intenso à mesa, ou quando o peso e a estatura saem da curva. Nesses casos, o olhar de um nutricionista — às vezes junto de fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional — muda o rumo.

O que ajuda no dia a dia

Paciência também é nutriente

Um alimento pode precisar de dez, quinze, vinte apresentações até ser aceito — e cada uma delas precisa acontecer num clima tranquilo. Comemorar demais também vira pressão: o ideal é a comida nova ser tratada com naturalidade, como parte da mesa da família.

A meta não é a criança comer de tudo amanhã. É que ela cresça sem medo da comida, confiando no próprio corpo e sentindo que a mesa é um lugar seguro.

Quer conversar sobre o seu momento?

A conversa é sem compromisso — me conte o que está acontecendo e eu te explico como o acompanhamento funcionaria no seu caso.

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Constanza Matuk · CRN-3 96039 · Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento médico.